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Postada em 04/12/2016 ás 14h17 - atualizada em 04/12/2016 ás 14h17
Chuva e transporte prejudicam candidatos no segundo dia do Enem em Brasília
Cerca de 20 minutos antes, uma forte chuva caiu na região, provocando um grande congestionamento do trânsito e impedindo que pelo menos nove candidatos fizessem a prova.
Chuva e transporte prejudicam candidatos no segundo dia do Enem em Brasília

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os portões para as provas de hoje (4) - segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - fecharam exatamente às 13h na Universidade Paulista (Unip), em Brasília. Cerca de 20 minutos antes, uma forte chuva caiu na região, provocando um grande congestionamento do trânsito e impedindo que pelo menos nove candidatos fizessem a prova.



Alessandra Martins, 37 anos, foi um deles. Ela chegou cinco minutos após o fechamento dos portões. Já Clésio Alves da Silva, 21 anos, estava fazendo o concurso para cargo de técnico administrativo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e teve de se deslocar de ônibus da Asa Norte de Brasília para a Unip que fica na Asa Sul, distante 9 quilômetros, num percurso de aproximadamente 20 minutos de coletivo.



Luiz Fernando Tarraza, 46 anos, que precisou se deslocar de ônibus, também não chegou a tempo. “Moro no Itapoã [cerca de 35 quilômetros do local da prova] e o ônibus lá é muito difícil de passar. Demorou e depois de 40 minutos tive de pedir uma carona para um amigo. Mas o trânsito estava confuso”, lamentou.



Ontem (3), foi o primeiro dia de aplicação do exame  Os portões foram abertos às 12h30 e fecharam às 13h. Os estudantes tiveram cinco horas e 30 minutos para responder questões das áreas de ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias. Neste domingo, os estudantes fazem provas de redação, linguagens, códigos e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.



Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), nenhum dos 23 estados que estão sediando as provas apresentou registro de problemas. O instituto garante que as provas são diferentes daquelas aplicadas dias 5 e 6 de novembro, mas mantêm o mesmo nível de dificuldade, o que, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), garantirá a isonomia entre os candidatos.



O Enem foi aplicado no início de novembro para 5,8 milhões de candidatos. Um grupo, no entanto, teve o exame adiado. Isso custou aos cofres públicos [http://goo.gl/UxBUiK ] um adicional de R$ 10,5 milhões.



Gabarito e resultado



Minas Gerais tem o maior número de inscritos para a segunda aplicação: 72.302 pessoas. Outras unidades federativas que se destacam são o Paraná (43.617), Bahia (37.927), Espírito Santo (23.486), Pernambuco (17.155) e Rio de Janeiro (16.451).



Os gabaritos das provas serão divulgados na quarta-feira (7) na Página do Participante [http://goo.gl/CA8syS ] e por meio do aplicativo Enem 2016. Os resultados estarão disponíveis para todos os candidatos no dia 19 de janeiro.



Rio de Janeiro



No Rio de Janeiro, as provas foram aplicadas em três locais distintos: no centro, em Botafogo e na Barra da Tijuca. A aglomeração era pequena na frente das universidades e a maioria dos estudantes manifestava tranquilidade.



“Minha expectativa é positiva. Penso que vou fazer uma boa prova. Estou mais no aguardo da redação, pois o tema da primeira foi fácil. Aagora vou ver se dá tudo certo. O fato de ter adiado o Enem para mim foi indiferente”, disse Rafael Gois do Nascimento, que presta seu primeiro Enem e deseja uma vaga em engenharia eletrônica.



Para a jovem Raiane Bruni, o objetivo é trocar de área, pois ela atualmente cursa engenharia da computação, mas deseja entrar para ciências contábeis. “Pretendo dar o melhor de mim, estudei o ano inteiro. Ontem eu fiz uma boa prova e quero me garantir hoje. Para mim, a redação é o ponto mais difícil, acho que eu deveria ler mais, pois sou melhor em exatas”, disse Raiane.



A homônima Raiane Aparecida demonstrava tranquilidade para fazer seu primeiro Enem valendo, pois no ano passado ele prestou o concurso, só por experiência. “Este ano eu espero ir bem melhor do que no ano passado. Quero fazer para administração e preciso de uns 600 pontos. Acho que vou melhor em matemática. O problema é redação. Eu deveria ler mais. Mas estudei bastante, todos os dias”, concluiu Raiane.


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